Essa é a “arte” de um filho sem pai e sem mãe. As crianças acolhidas institucionalmente sofrem enquanto se preparam para participar de comemorações alusivas ao dia dos pais ou das mães em ambientes escolares.
Algumas delas, já destituídas, aguardam na fila de adoção por uma família que não tenha preferência por bebês e/ou que aceitam receber grupos de irmãos, enquanto passam os seus dias ansiosos por uma família que possam pertencer.

Alguns já estão há mais de um ano nessa espera. Os adolescentes, sem esperança, desistem da espera e passam a ter que encarar o início da vida adulta em outras instituições.
Ainda que haja políticas que garantam a proteção, e pessoas engajadas no trabalho com afeto, acolhimento e responsabilidade, nada pode tirar o lugar de uma família,
O artigo 19 do ECA diz:
É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.
Meu desejo é que essa criança (da foto) possa comemorar o “dia dos pais” ou da família, na sua nova casa. E que seja um família disposta a amar, cuidar e proteger. Que aceite as suas dificuldades e potencialidades, e o ajude a se tornar um adulto realizado.
