Responsabilidade – jogando a culpa nos outros

“Não é minha responsabilidade

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Judas, por 30 moedas entregou Jesus. Depois cheio de remorso, tentou desfazer o negócio, ao que os líderes do povo responderam: “Que nos importa? Isso é problema seu”.

Pilatos, querendo agradar a multidão pergunta: “Jesus ou Barrabás?”, “Barrabás”, responderam eles. Pilatos lavou as mãos diante da multidão e disse: “Estou inocente do sangue deste homem. A responsabilidade é de vocês”. Jogar a culpa ao outro e tentar se eximir da responsabilidade é antigo. Difícil dizer: A culpa é minha! Difícil pedir perdão. Difícil reconhecer o erro.

O fato de terem pago, não eliminou a culpa dos líderes. A bacia de água também não limpou o sangue inocente das mãos de Pilatos. O remorso não livrou Judas, e só o verdadeiro arrependimento traz o ajuste necessário.

As moedas de prata eram espalhadas no chão do templo enquanto ninguém assumia a responsabilidade. A água da bacia era jogada fora e Pilatos agradava a multidão.

Medo e inveja, sentimentos presentes na ocasião, e que foram determinantes para o maior sacrifício de todos os tempos.

Ainda hoje, por motivos banais, as moedas são negociadas no templo e no governo. Sacrifícios ainda são realizados. Pessoas são abandonadas a própria sorte. Em nome da inveja e do medo da população. O status é tido como primordial frente à inocência, à integridade e à compaixão.

A culpa segue de quem recebeu a propina, de quem foi beneficiado. O outro, não. Está de mãos limpas frente ao povo, e de desejos enganosos ocultos.

No entanto a conta um dia chega. Chegou para cada um deles.

Que antes de tudo, possamos chorar como Pedro e nos arrepender, entender nossa humanidade frágil e presa no medo e na inveja, reconhecer nossas intenções carregadas da pressão popular e dispensar a bacia de água. Assumir os erros e pagar o prejuízo. A vida e a liberdade do outro não pode ser mercadoria na mão de quem quer que seja.

“[…] todos os mortais se prostrem diante dele, todos cuja vida terminará como pó”. Salmos 22.29

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